terça-feira, 31 de agosto de 2010

Que tempos são esses?

Muitas vezes me pego parecendo uma idosa, daquelas bem saudosistas, dizendo assim: "No meu tempo não funcionava assim!". É engraçado, fico zombando de mim mesma, mas é o que sinto diante de tantas mudanças ocorridas em tão curto espaço de tempo.
Há pouco tempo as músicas eram mais criativas, lindas, contagiantes, e hoje? Nem precisa falar né? Como diz Bruno Gouvêia, vocalista do Biquini Cavadão: "Música não se faz com a bunda não!".
O entretenimento? Este era mais interessante, inclusive os programas de tv, os filmes, as novelas, as brincadeiras com os amigos de infância, os brinquedos; parece até que ninguém mais tem criatividade nos dias atuais, até porque hoje vemos muitas "reprises" de muita coisa dos maravilhosos anos 80, especialmente as músicas. E os adolescentes ficam loucos, adorando e pensando que é algo novo.
E o amor? Tempos líquidos esses modernos, como prega Zigmund Baumann. Tá dificil arrumar namorado gente! As pessoas fogem do temido compromisso e do que é mais gostoso em um relacionamento: a cumplicidade.
Longe de mim ser pessimista, faz mal pra saúde, mas prefiro não divagar com relação ao futuro e muitas vezes me pego tendo o mesmo comportamento ou discurso que hoje tanto abomino, simplesmente para não me machucar... mais ainda.
Balzaquiana

segunda-feira, 30 de agosto de 2010


CASAMENTO X INDIVIDUALIDADE


Assistindo novamente Sex and the city 2, percebi que o acordo feito por Carrie e Ms Big deveria ser registrado em cartório assim que você assumisse compromisso com alguém. Eis o acordo: cada um teria um dia livre na semana para fazer o que quissesse, livre da companhia do marido ou marida, cada um dormiria sem ouvir o ronco do outro.

Casamento não é brincadeira não. Nesse contrato a mulher tem algumas tarefas-injustas-definidas-e-postas-pela-sociedade (há anos). Sei que as modernas teimam em aceitar, mas a inoperância dos machos estressa demais. Quem faz a faxina? Quem acorda primeiro ao ouvir a voz do filho chamando "mamãe" (é, porque papai ele não chama)? Quem faz o almoço? Quem limpa o cocô do baby?Quem vai ao supermercado? Quem passa cêra no chão? Quem estende as roupas?
O maridos precisam saber que não há lei que determine que as respostas dessas perguntas sejam: AS Mulheres!

O mundo precisa de homens modernos, que acompanham e tenham certeza que a tripla jornada da mulher precisa ser compreendida na sua dimensão biopsicossocial. Peraí, as maridas também querem ficar só assistindo tv, brincando no celular, dormir pelo menos até 9h, escovar os dentes 12h, andar pela casa de cuecas, não fazer almoço, não lavar roupa, não cuidar do menino.
No casamento a palavra COMPARTILHAR parece sem significado no mundo masculino. Sei que há homens interessantes que sabem o que realmente uma mulher precisa para viver um minuto de felicidade, mas há aqueles que precisam evoluir e muito.
Agora o que fazer diante de tal situação? Viver a individualidade e deixar a casa cair? Ou compreender o verdadeiro significado do COMPARTILHAR?

É, a fé nunca acaba e tenho certeza que o tempo com homens modernos virá. E eu estou cuidando disso no meu cotidiano, na criação do meu pequeno homem. Ele tem 2 anos apenas, mas já compreende a importância de olhar no olho, de ser carinhoso com todos.

É, nem todos são como Ms. Big, não compreendem a individualidade do outro. E enquanto isso... vou pedindo muita paciência e acreditando na felicidade dia após dia.

Mulher moderna sofre. Será que só as Amélias eram felizes? Acredito que não mesmo!
Balzaca - Mafalda

domingo, 29 de agosto de 2010

Mafalda

No post anterior, falei sobre felicidade e a nossa persistência em não abrir mão dela. Aí pensei: Como falar de felicidade e não falar da minha tão preciosa amiga Mafalda? Impossível. Então, se vocês me permitem, aqui vai uma breve declaração de amor para uma das pessoas mais lindas que eu conheço.

Mafalda é alegria, é o brilho no olhar negro que se comunica no silêncio, o porto seguro de todas as horas e o sorriso mais gostoso e mais contagiante. É uma dessas pessoas que se cruzar o seu caminho, nunca mais você conseguirá esquecê-la. Ela carrega a luz dos bons, o abraço aconchegante e as palavras certas, mesmo que não sejam aquelas que gostaríamos de ouvir. É uma mulher moderna, decidida e corajosa. De salto alto (e bem alto!) não teme trilhar novos caminhos para ser feliz e espalhar a felicidade aos seus. Mafalda é emoção, é intensidade, é a certeza de que amigos verdadeiros existem.

Querida Fafaldinha, obrigada por tudo que me ensinaste, por todas as risadas e as lágrimas compartilhadas. Você é a irmã que Deus me permitiu escolher.

Eita baixinha que eu amo!!!
Oi, gente...

Sabe aquele domingo que dá vontade de fazer nada? Hoje eu estou assim, com vontade de fazer nada. Mas que isso não seja confundido com tristeza ou melancolia. Eu uso essa vontade de fazer nada para pensar na vida, nas decisões que eu tomei e aquelas que eu ainda preciso tomar. O ócio pode e deve ser bem criativo. Na verdade, é um daqueles dias que a gente olha bem para dentro de nós e se pergunta: O que está me incomodando hoje? O que eu posso fazer para melhorar? Porque vamos combinar, ficar só reclamando das coisas que estão ruins e não mover uma palha para modificá-las é uma postura bastante indecente para uma balzaca que se preze. A nossa felicidade só depende de nós e se não corrermos atrás, ela não chega batendo a nossa porta. E para ser feliz, o que eu posso fazer por mim hoje?

Levanto essa bandeira de abaixo o comodismo, abaixo a zona de conforto e viva a felicidade!!! E que essa felicidade não seja colocada nos ombros de ninguém, a não ser os nossos. Queremos amor, não queremos dependência. Pensem nisso.

O meu grande e caloroso abraço na alma de todos aqueles que não temem ser feliz. E a minha torcida cheia de energia positiva para todos aqueles que ainda estão presos nas amarras falidas de uma sociedade tão hipócrita, onde parecer é mais importante que ser.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Overjoyed


Overjoyed, em inglês, significa: cheia de alegria! E é assim que me sinto no auge de meus 33 anos! Sim...How old are you? I'm 33 years old! Poizé. Passou rápido. Um dia desses era uma menina tímida, que na hora do recreio não brincava com os amiguinhos, e sim ficava na barra da saia da mãe, que era secretária da escola. Um dia desses era uma adolescente feia, desengonçada, sempre apaixonada e nunca correspondida, mas que sempre foi overjoyed, apesar dos entraves de cada idade, dos entraves de sua própria cabeça meio louquinha. E hoje? Aos 33? Confesso, meus queridos amigos, que próximo aos 30 fiquei em pânico. E já se passaram 3 anos. E tô aqui, me sentindo simplesmente na melhor fase da minha vida. Mais madura, mais bonita, mais segura (bem, nem tanto), mais independente, mais alegre, mais inteligente (apesar de algumas cabeçadas). Mas enfim, o pânico que me atacou ao completar 30 foi somente um mito que plantaram na minha cabeçinha oca, assim como na de muitas outras mulheres. Cheguei a ouvir de um namorado no dia do meu aniversário: "Se preocupa não amor, vou me casar com você.", quando ele percebeu o meu olhar de "E agora José?". Lógico que fiquei indignada com essa frase dele, mas isso é assunto para uma outra postagem. Bem, hoje, aqui ouvindo a música que me inspirou esse post, de Steve Wonder, escrevo essas palavras que vêm do fundo do coração, expressando o que sinto neste momento overjoyed. Enjoy you too.
Balzaquiana

Vontade do NOVO


Sabe aquele dia em que você acorda e espera que algo de diferente entre na sua rotina e quebre toda monotonia. Pronto, é assim que me sinto hoje. Essa sensação de que algo novo vai acontecer persegue meus dias desde o início do ano. Estamos chegando no final de agosto e as coisas novas estão começando a surgir. Primeiro duas possibilidades: a de trabalhar somente 6horas diárias e não mais 9 ou 10 horas ( as guerreiras queimadas no dia 08 de março lá naquela fábrica de Nova Yorque devem estar orgulhosas da conquista da categoria) e a de promoção salarial.

Essa sensação de vontade do NOVO vem acompanhada pelo desejo de aproveitar mais o tempo dessa vida. Aproveitar as brincadeiras com o pequeno, fazer curso de inglês, ginástica, viajar...enfim, coisas tão essenciais para a saúde física e mental.
A tripla jornada de trabalho, a maternidade, a necessidade de estudo para especialização, a casa e suas tarefas domésticas, o necessário investimento na relação amorosa, tudo isso precisa do NOVO.

E eu quero que esse algo novo venha logo, correndo, sem medo e com pressa, e torne colorido tudo aquilo que me cerca.

Balzaca :)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PÉROLA

Ela é uma Pérola, e seu pseudônimo também é PÉROLA. Ela tem 30 anos, linda, inteligente, concursada, adora chocolate, ama o universo do seu quarto, é caseira, boa moça, sexi, cheirosa, encanta os homens...mas....eles têm medo de assumir algo com alguém emancipada, decidida e moderna. Uma falta de ação que broxa qualquer mulher, sim, porque mulher broxa mesmo, diante de tanta indecisão, medo e falta de atitute. Quantas mulheres de 30 estão aí esperando quem a queira de verdade, não somente de segunda à quinta e no período da tarde, mas todas as noites, no sábado e no feriado? Claro que há homens decididos, modernos (onde estão?), que sabe o que quer, mas alguns nunca souberam o significado disso, nem de longe e nem nos livros.

O bom negócio é viver e ser feliz, com quem estar perto de nós e com o que nos faz rir e nos deixa na paz.
Enquanto isso, vamos rir desses pobres moles, indecisos rapazes...

Balzaca

Balzacas

Balzaquiana ou mulher balzaquiana é uma expressão que surgiu após a publicação do livro "A mulher de 30 anos" do francês Honoré de Balzac e que se refere as mulheres na casa dos 30 e — atualmente — também as mulheres de 40 anos.

O blog será um espaço para descortinar histórias reais de mulheres balzacas que querem apenas ser muito felizes, rir das aventuras do universo feminino, trocar idéias e experiências.