domingo, 10 de outubro de 2010

Amor de verdade

Estou cansada de falsas promessas de amor. De um "eu te amo hoje" e amanhã um "eu te odeio". Eu quero é cumplicidade, olhar no olho sem falas, amar hoje e amanhã também. Quero um amor como o de Yoko e John Lennon, Claudiana e Anderson, Luciana e Woltony. Histórias de amores verdadeiros, palpáveis e não aquelas de contos de fadas, como da Branca de Neve ou Cinderela, eu digo real... Mas uma coisa me intriga...nas três histórias de amor que citei, um dos amados se foi antes da velhice. Três ficaram sem os pares, sofrendo a dor da saudade, a dor de escovar os dentes com a escova do outro procurando um simples cheiro...

Parece que amores de verdade nesse planeta duram pouco...mistérios que não alcançaremos.
Eu quero viver intensamente, pois diante dessas histórias aprendo que o hoje é que é importante, mas quem nos rodeia nem sabe do que se trata...isso mata qualquer vontade...

Quero paz, amor, carinho e um amorzinho para amar, cuidar, ser cuidada até quando Deus quiser....e agradecer, só isso...
Espero...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


O QUE NOS RESTA PENSAR?
Ontem aconteceu um dos mais expressivos momentos da nossa democracia: o pleito. Mas sinceramente, há o que se orgulhar?
Podemos comemorar quando só presenciamos baixaria, fichas sujas que nunca serão limpas ou negadas, falta de projetos práticos que tragam uma mudança real, sorrisos falsos, abraços, beijinhos, atos falhos, frutas que se candidatam (pêra, melancia, morango e por aí vai), palhaços que levam o primeiro lugar nas urnas, sem ao menos saber o que faz um deputado federal ("deixa que depois eu vejo" é brincadeira!!!), pagodeiros, jogadores de futebol? enfim...
Hoje, mais que nunca não sei o que pensar mais dessa dita democracia que pode também nos prender ao absurdo.
Como disse um sociólogo hoje no noticiário (desculpe não lembrar o nome): "Teremos saudade da bancada que existia em 2010".
Isso só me deixa mais revoltada com o rumo que esse país leva, ou melhor com o rumo que o povo dá a esse país.
E pior que pode piorar!
Não quero aqui ser pessimista, longe de mim. Mas sou realista, apesar de bastante sonhadora.
Minha vontade hoje é de habitar naquele novo planeta que foi encontrado e começar tudo de novo, de uma forma decente e com valores importantes, os quais estão totalmente esquecidos nessa droga de sociedade moderna.

domingo, 19 de setembro de 2010

Viver Amor

Eu quero viver amor. Aquele amor que te arranca suspiros e palpitações, mas que ao mesmo tempo te acalma e te faz dormir na santa paz. Um amor que cuide, que permita ser cuidado. Que deixe livre e que proteja. Um amor doce, atencioso, apaixonado. Um amor sem cobranças, incondicional, afetuoso e fervoroso. Um amor que tenha um ombro e um abraço quente, acolhedor, que me faça feliz a cada amanhecer.

Nos dias de hoje a gente não vê amores assim. Há muitas mulheres balzacas solteiras, atrás do sentimento, do companheirismo e muitas encontram apenas paixões de um dia ou até dois.
Mas existe sim amores de verdade, que são construídos com base na afetividade, na companhia, do dia a dia. Amores que ultrapassam fronteiras do visível e o invísivel. Amores que foram lapidados na adolescência e chegaram à fase adulta com o mesmo fogo da paixão.
Amores que superam distâncias. Amores que superam até a dor da saudade, do nunca mais ver.

E quando vejo amores assim, dá uma vontade tão grande de se apaixonar, de amar assim também. Mas há poucos que querem isso.
O que se quer é amor mesmo, cuidado, proteção, atenção.

Eu acredito que o amor, aquele de verdade, vem, vai chegar. Não sei como, de onde e quando, mas ele vem sim.
E a cada dia eu acredito, eu tenho que acreditar, para assim, dividir com o outro também o que tenho de melhor.

Venha logo!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010


Um coração que sangra...

Eu, sinceramente, não queria enfileirar as estatísticas com números crescentes de mulheres independentes e sozinhas; esse cadastro de reserva tão sofrido, consumidoras de livros, filmes, artigos para o cotidiano solitário, somente para elas, que só enfatizam mais ainda sua condição.
Queria não!
O último affair não vingou (lembram de César? poizé!) Mais um para minha coleção de frustrações na minha vida (des)amorosa.
Não é que fosse um grande amor, longe disso, mas sim o sonho de algo bom que pudesse surgir de tantos galanteios tão agradáveis. Talvez a minha carência tenha me permitido iludir-me mais uma vez.
Má sorte, vítima da sociedade ou sou eu que tenho dedo podre?
Talvez os três. E aí quando penso nessa condição, nas mudanças da sociedade contemporânea, acabo perdendo as esperanças, porque tendo a negar que meu estado atual é algo que vai ser resolvido pela providência divina.
Enfim, meu coração tá sangrando, mas sei que vai passar, é só a tristeza que tô mastigando feito chiclete.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"As coisas não precisam de você...

... quem disse que eu tinha que precisar?"

Até ontem eu tava presa à você, emocionalmente presa. Sou uma mulher independente, tenho um bom emprego, uma estabilidade familiar, uma rede de amigos magnífica, sou alegre e gosto de viver, mas existe algo em você que me tolhe; sua presença, sua energia, sua forma de ser, como se fosse uma força obscura, não sei o que é, ou melhor, sei sim!
Descobri que uma independência eu não tenho: a emocional, e que preciso me educar urgentemente. Minha carência de amor, de companheirismo, de cumplicidade me faz morrer em seus braços nem sempre agradáveis. Me faz concordar em tudo e aceitar situações ridículas aos olhos de qualquer pessoa. Medo de ficar sozinha? E o medo de afundar-se em um relacionamento fadado ao fracasso, onde está?
Mas isso foi ontem. Em sonho, ou melhor, em pesadelo, Deus me mostrou o que está acontecendo e o que pode piorar se eu insistir nessa tolice tamanho família. Juntou-se a isso os últimos acontecimentos, a sua falta de tato, insensibilidade e individualismo.
Percebi que não preciso disso e muito menos de você. E aprendo aos poucos a me estabilizar emocionalmente para não deixar meus monstros tomarem o rumo de meus sonhos.
Relacionamentos são importantes, porém detalhes. O importante é ser feliz!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O negócio é dar a César o que é de César!!!

E você está aí começando a ler este post, pensando que é uma lição de moral daquelas bem piegas né? Pois não é!
César é nome dele. É isso mesmo! E eu quero dar pra ele! Gente que loucura, que braços, que peitoral, adooooro. E dar não é só aquilo que você tá pensando não. É dar carinho, a paixão que contagia o dia e me faz sorrir feito adolescente, beijos enlouquecidos, amassos dentro do carro preto dele, a euforia menina e o brilho que só a mulher de 30 tem.
Mas é aquilo que você tá pensando também...
Fazer amor de madrugada, em cima da mesa, embaixo da escada!
Sair pra tomar sorvete. Ir ao cinema, praia, viajar... ai gente lá vem eu de novo com os velhos sonhos que acometem todas nós. E estarei eu errada? Acredito que não né? Nada melhor que viver a dois uma cumplicidade gostosa em todos os sentidos, até que dure essa paixão, ou esse amor, sei lá.
Tenho me "apaixonado" muito ultimamente, e César é a bola da vez, os outros não vingaram, César vingará?
Bem, não sei, mas dê a César o que é de César!!!

Acreditar...

Mesmo que tudo pareça bagunçado, fora do lugar é preciso acreditar que a mudança virá. Mesmo que o salário não tenha aumentado, as horas de trabalho não tenha diminuído conforme a LEI, mesmo que a frustação chegue no relacionamento é preciso acreditar que o novo virá e as coisas vão se encaixar nos seus devidos lugares.

Chega um momento da vida que a rotina sufoca e a vontade de fugir vem forte e agressiva. Fugir até para o passado, quando as coisas aconteciam sem pressa, com sono até dez horas, sem preocupação com nada, com tranquilidade. Que a mudança traga essa tranquilidade de novo. O sono até dez horas talvez não se tenha mais, mas com certeza vai mudar e a paz vai reinar de novo no novo!

Além de acreditar é preciso agir e correr atrás dessas mudanças. E que venham logo, cheias de amor, de tempo e de paciência. Não quero mais atropelos, quero paz ao caminhar e acreditar que tudo vai passar.

Balzaca

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Isso é que é Felicidade!!!

A felicidade vem e vai, é assim, em constante movimento. Um dia você está alegre e satisfeita, saltitante e apaixonada, no outro, os ombros caem, o choro vem e a angústia chega sem pedir licença.

Pensando em momentos felizes, desde a infância à atual fase balzaquiana, refleti sobre como sou feliz. Mesmo que amanhã ou agora mesmo o choro venha, ele vai passar, assim como momentos felizes também. Fui feliz na infância quando brincava de selva no quintal (sim tinha quintal!!!E com areia e árvores frutíferas), quando esperava Papai Noel colocar presentes na árvore (a mãe sempre e até hoje monta árvore de Natal com presentes). Fui feliz quando brincava carnavais de fantasia na escola, quando ganhei minha primeira e única Barbie, uma roqueira. Fui feliz quando brincava de pega pega, carimba e bandeira na rua, quando fui para o Fortal na adolescência e vi o meu amor Bel de shortinho jeans. Fui feliz quando me apaixonei aos 17 anos por um moreno de olhos verdes, fui feliz quando passei no vestibular e vi meu nome no Jornal. Fui feliz quando comprei meu caderno para ir para Faculdade (e pública!). Fui feliz nos dias de universitária, fui feliz comendo sopa no RU, fui feliz com a bolsa de estudo, nos estágios, nos congressos. Fui feliz quando vesti a Beca e na festa de formatura vi lágrimas nos olhos de minha mãe. Fui feliz quando recebi meu primeiro salário como formada, fui feliz quando estava longe de casa, mas tinha amigos por perto que eram verdadeiros irmãos. Fui feliz quando soube que havia um bebê dentro de mim, fui hiper mega feliz quando ele mamou a primeira vez, fui feliz quando ele andou e abriu os braços para mim, SOU feliz a cada "eu te amo mamãe, muito, muito, muito."

Felicidade é saber viver os bons momentos, aproveitar, viver o hoje com amor e esperança que os momentos felizes se repitam, não com o mesmo gosto, mas com cores e sabores parecidos.
Sou feliz por que tenho a melhor amiga do mundo, a melhor mãe, as melhores irmãs, a melhor vizinha, os melhores amigos, os melhores companheiros de trabalho, o melhor trabalho, a melhor profissão, o melhor filho. Sou feliz por que na minha casa tem sempre o que comer, tem sempre um sorriso de criança, tem sempre brinquedos coloridos pelo chão, sou feliz por que saúde é o meu bem, porque tenho fé nas coisas e humor no cotidiano.

Ontem houve choro, hoje quero só alegria, amanhã talvez me decepcione, mas vai passar. Tudo passa e tudo se resolve. O importante nessa vida é buscar e viver a felicidade, não sozinho, mas com diversos sorrisos ao seu redor.
Que essa felicidade fique, vá, mas depois volte.

E enquanto isso, vou vivendo na esperança de sorrir a cada dia.

:))) Balzaca - Mafalda

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

E de repente...

De repente, aceitei o convite de amigos pra sair, mesmo sem querer, me arrumei, me maquiei e fui decidida a me divertir à beça, mesmo porque tava sofrendo pra burro. De repente ele me olha, me chama pra dançar, fica no meu pé a noite toda, eu tento fugir e não consigo, e de repente ele entra no taxi e vai embora, e eu sinto que perdi. Mas de repente a gente começa a namorar, fazer planos, viagens, e não mais que de repente eu me mudo pra cidade dele, de mala e cuia, mas, repentinamente...o fim.

De repente minha vida passou do marasmo que era, sem nada repentino acontecendo, para um turbilhão de alegria, de dor, de saudade, de gente nova, de ares novos, de casa nova, móveis novos, de emprego novo. E aconteceu sem esperar, sem perceber.

Aí de repente, numa festa, ele me aparece, de terno, lindo, alto, elegante, perfumado, e de repente me “apaixono” novamente. E vivemos momentos felizes, agradáveis, até eu descobrir que ele tinha outra, em outra cidade. Homens!!! Mas de repente percebi que não sofri, que até zombei de mim e da situação. De repente me dei conta que a mente mudou. Mas os velhos medos ainda persistiam.

De repente conheci lugares novos, lindos, e mais ainda pessoas novas surgiram em meu caminho, pessoas maravilhosas.

E uma delas, recentemente, de repente, dobrando a esquina, mexeu comigo. Poizé...de repente a paixão me sacode de novo. E como é bom! Não sei ainda no que vai dá, mas de repente...

Mas é assim a vida, uma sucessão de acontecimentos repentinos, momentos que começam e acabam bem ali. E como minha vida mudou, tão de repente que nem acredito! E hoje, apesar de algumas saudades, como estar longe de casa, sou feliz e sei que de repente posso ainda fazer muita gente feliz.

Dúvida....

Mudar é difícil, requer esforço. Mudar exige maturidade, mas muitos preferem ter o orgulho e permanecer intactos, sem mudar um tiquinho. No relacionamento é preciso mudar, reiventar, acrescentar, priorizar, incentivar, namorar e amar. Parece difícil conjugar esses verbos no cotidiano da casa-casamento-vida-a-dois. Perceber a individualidade do outro é difícil. Amar também é? Não. É fácil quando você se entrega, quando você esquece aquele orgulho besta que te mata.

Ceder é necessário, mas ceder 7859 vezes é desumano. É preciso ter certeza do que se quer, é preciso ter firmeza nas decisões, é preciso ter paciência. O coração lateja, há mágoas, mas há uma ponta de esperança...Mas será que o outro sempre foi assim, e nunca e nada foi percebido pela cegueira da paixão-tesão?Será mesmo?
A convivência desmascara, é cruel. Por isso que acredito na individualidade. Mas a gente cresce nessa convivência, nessa gama de defeitos descobertos e encobertos.

Diante das dúvidas é necessário priorizar a felicidade, mesmo seja preciso sentir dor no início. Sei que a dor virá, a saudade...mas é preciso do tempo, ele cura as feridas, as dores, mas também distancia.
Desejo que tudo fiquei bem, que as mágoas passem, que tudo se resolva, que o final acabe bem.

Só peço uma coisa: Maturidade acima de tudo. Decisões pensadas com cuidado, com carinho e com amor. Vamos entregar ao tempo. Ele vai dizer se vai partir ou ficar para tornar colorido o nosso mundo, a nossa casa.

Identifique-se, por favor!

Sempre achei complicado namorar alguém casado. No início, parece suficiente, mas passado algum tempo, e pouco tempo, diga-se de passagem, vem aquela sensação de “ausência constante”. E como lidar com isso por todo o tempo e toda a juventude (juventude é um estado de espírito) que você tem pela frente?

Pois bem, prestem atenção nessa história. Uma amiga que vamos chamá-la de Marina namora um homem casado e; saudosa que estava, decide mandar torpedos via web para o celular dele, pois sabia que ele estava no trabalho e isso não lhe causaria nenhum constrangimento (nesse tipo de relacionamento, toda ação tem que ser bem pensada e calculada para evitar dissabores maiores). Não se identifica pelo seu nome, mas usa uma linguagem bem peculiar, aquelas que os apaixonados desenvolvem entre si e muitas vezes, só por eles entendida. Após o segundo torpedo, ele liga para ela para saber “onde ela estava; se estava usando o computador...”. Observaram? Ele estava na dúvida se era ela quem estava mandando os torpedos. Ao perceber a reação, Marina questiona se ele recebe tantas mensagens desse tipo que seja possível confundir o remetente. A resposta que ouviu foi de matar: “Só posso fazer as coisas na certeza, sem contradição”. E continuou, argumentando que ela sabia quais eram os motivos e a quem ele estava se referindo, provavelmente falando da esposa. Nem quis saber se era de outras amantes. Melhor não entrar em detalhes.

Como assim, sem contradição? E as histórias são tão iguais assim que seja possível ser confundida? Que mulher em sã consciência gostaria de saber que o seu companheiro não é capaz de identifica – lá por uma forma carinhosa de tratar, um verso ou uma música que ela acreditava ser só deles? E como administrar a dor de saber que tudo que ele vive com ela é tão igual ao que ele vive com outra/outras? Aonde é que ficou a magia de cada ser e de cada relação neste mundo tão igual para esse cidadão?

Uma mulher apaixonada reconhece seu homem até por uma palavra solta. Pode ser um simples “alô” dito em qualquer tom, seja ele cansado, estressado ou amigável. Reconhece pelo cheiro, pelo toque, pelo soar de uma boa gargalhada. Sabe olhar no olho e compreender tudo no mais absoluto silêncio.

Ele não entregou os pontos e disse que ela queria demais. Na minha modesta opinião, acho que ela está se conformando com muito pouco para “quem quer demais”. Nesse exato momento, faço um pedido baixinho. Torço para que Marina não acredite nisso. Ela não quer demais. Ela quer apenas a cumplicidade única que se forma entre os que se amam verdadeiramente.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Eu quero....

Eu quero ser feliz, estar em paz, viajar, ter amor ao acordar e ao dormir. Ouvir do filho "te amo mamãe" todos os dias. Sentir o cheiro de mãe sempre por perto, o sol no rosto, o frio da manhã. Eu quero ouvir de minhas amigas que elas estão apaixonadas por homens (ou mulheres) encantadores (as), quero ouvir da chefa que a promoção já saiu, quero trabalhar só até as 14h e ir direto para academia e inglês. Quero viajar e ver minhas amigas de São Paulo, Porto Seguro, Brasília, Floripa e até Suíça. Quero paz em casa e paixão no coração e no corpo todos os dias. Quero nem me preocupar com o amanhã, pela certeza que tudo vai dar certo. Quero ouvir de minhas amigas que elas estão grávidas e felizes. Quero assistir uma comédia romântica quando chegar do trabalho, quero comprar aquele sapato que namoro há dias...
Quero terminar a especialização e começar outra, quero estudar o que gosto, quero organizar meus milhares de papéis e conciliar a tripla jornada com o que me faz bem. Eu quero dormir despreocupada sem ter o que fazer...

Diante desses quereres, lembro da música do Ira:


Eu Quero Sempre Mais
IRA!
Composição: Edgar Scandurra

A minha vida
Eu preciso mudar
Todo dia
Prá escapar
Da rotina
Dos meus desejos por seus beijos...
E os meus sonhos eu procuro acordar e perseguir meus sonhos..
Mas a realidade que vem depois

Não é bem aquela que planejei...
Eu quero sempre mais!
Eu quero sempre mais! Eu espero sempre mais de ti!...
Por isso hoje

Estou tão triste por que querer está tão longe de poder?...
E quem eu quero

Está tão longe
Longe de mim...
Longe de mim!Longe de mim!Longe de mim!...

O negócio é continuar querendo e correndo atrás de todos os quereres.

Balzaca :)



terça-feira, 31 de agosto de 2010

Que tempos são esses?

Muitas vezes me pego parecendo uma idosa, daquelas bem saudosistas, dizendo assim: "No meu tempo não funcionava assim!". É engraçado, fico zombando de mim mesma, mas é o que sinto diante de tantas mudanças ocorridas em tão curto espaço de tempo.
Há pouco tempo as músicas eram mais criativas, lindas, contagiantes, e hoje? Nem precisa falar né? Como diz Bruno Gouvêia, vocalista do Biquini Cavadão: "Música não se faz com a bunda não!".
O entretenimento? Este era mais interessante, inclusive os programas de tv, os filmes, as novelas, as brincadeiras com os amigos de infância, os brinquedos; parece até que ninguém mais tem criatividade nos dias atuais, até porque hoje vemos muitas "reprises" de muita coisa dos maravilhosos anos 80, especialmente as músicas. E os adolescentes ficam loucos, adorando e pensando que é algo novo.
E o amor? Tempos líquidos esses modernos, como prega Zigmund Baumann. Tá dificil arrumar namorado gente! As pessoas fogem do temido compromisso e do que é mais gostoso em um relacionamento: a cumplicidade.
Longe de mim ser pessimista, faz mal pra saúde, mas prefiro não divagar com relação ao futuro e muitas vezes me pego tendo o mesmo comportamento ou discurso que hoje tanto abomino, simplesmente para não me machucar... mais ainda.
Balzaquiana

segunda-feira, 30 de agosto de 2010


CASAMENTO X INDIVIDUALIDADE


Assistindo novamente Sex and the city 2, percebi que o acordo feito por Carrie e Ms Big deveria ser registrado em cartório assim que você assumisse compromisso com alguém. Eis o acordo: cada um teria um dia livre na semana para fazer o que quissesse, livre da companhia do marido ou marida, cada um dormiria sem ouvir o ronco do outro.

Casamento não é brincadeira não. Nesse contrato a mulher tem algumas tarefas-injustas-definidas-e-postas-pela-sociedade (há anos). Sei que as modernas teimam em aceitar, mas a inoperância dos machos estressa demais. Quem faz a faxina? Quem acorda primeiro ao ouvir a voz do filho chamando "mamãe" (é, porque papai ele não chama)? Quem faz o almoço? Quem limpa o cocô do baby?Quem vai ao supermercado? Quem passa cêra no chão? Quem estende as roupas?
O maridos precisam saber que não há lei que determine que as respostas dessas perguntas sejam: AS Mulheres!

O mundo precisa de homens modernos, que acompanham e tenham certeza que a tripla jornada da mulher precisa ser compreendida na sua dimensão biopsicossocial. Peraí, as maridas também querem ficar só assistindo tv, brincando no celular, dormir pelo menos até 9h, escovar os dentes 12h, andar pela casa de cuecas, não fazer almoço, não lavar roupa, não cuidar do menino.
No casamento a palavra COMPARTILHAR parece sem significado no mundo masculino. Sei que há homens interessantes que sabem o que realmente uma mulher precisa para viver um minuto de felicidade, mas há aqueles que precisam evoluir e muito.
Agora o que fazer diante de tal situação? Viver a individualidade e deixar a casa cair? Ou compreender o verdadeiro significado do COMPARTILHAR?

É, a fé nunca acaba e tenho certeza que o tempo com homens modernos virá. E eu estou cuidando disso no meu cotidiano, na criação do meu pequeno homem. Ele tem 2 anos apenas, mas já compreende a importância de olhar no olho, de ser carinhoso com todos.

É, nem todos são como Ms. Big, não compreendem a individualidade do outro. E enquanto isso... vou pedindo muita paciência e acreditando na felicidade dia após dia.

Mulher moderna sofre. Será que só as Amélias eram felizes? Acredito que não mesmo!
Balzaca - Mafalda

domingo, 29 de agosto de 2010

Mafalda

No post anterior, falei sobre felicidade e a nossa persistência em não abrir mão dela. Aí pensei: Como falar de felicidade e não falar da minha tão preciosa amiga Mafalda? Impossível. Então, se vocês me permitem, aqui vai uma breve declaração de amor para uma das pessoas mais lindas que eu conheço.

Mafalda é alegria, é o brilho no olhar negro que se comunica no silêncio, o porto seguro de todas as horas e o sorriso mais gostoso e mais contagiante. É uma dessas pessoas que se cruzar o seu caminho, nunca mais você conseguirá esquecê-la. Ela carrega a luz dos bons, o abraço aconchegante e as palavras certas, mesmo que não sejam aquelas que gostaríamos de ouvir. É uma mulher moderna, decidida e corajosa. De salto alto (e bem alto!) não teme trilhar novos caminhos para ser feliz e espalhar a felicidade aos seus. Mafalda é emoção, é intensidade, é a certeza de que amigos verdadeiros existem.

Querida Fafaldinha, obrigada por tudo que me ensinaste, por todas as risadas e as lágrimas compartilhadas. Você é a irmã que Deus me permitiu escolher.

Eita baixinha que eu amo!!!
Oi, gente...

Sabe aquele domingo que dá vontade de fazer nada? Hoje eu estou assim, com vontade de fazer nada. Mas que isso não seja confundido com tristeza ou melancolia. Eu uso essa vontade de fazer nada para pensar na vida, nas decisões que eu tomei e aquelas que eu ainda preciso tomar. O ócio pode e deve ser bem criativo. Na verdade, é um daqueles dias que a gente olha bem para dentro de nós e se pergunta: O que está me incomodando hoje? O que eu posso fazer para melhorar? Porque vamos combinar, ficar só reclamando das coisas que estão ruins e não mover uma palha para modificá-las é uma postura bastante indecente para uma balzaca que se preze. A nossa felicidade só depende de nós e se não corrermos atrás, ela não chega batendo a nossa porta. E para ser feliz, o que eu posso fazer por mim hoje?

Levanto essa bandeira de abaixo o comodismo, abaixo a zona de conforto e viva a felicidade!!! E que essa felicidade não seja colocada nos ombros de ninguém, a não ser os nossos. Queremos amor, não queremos dependência. Pensem nisso.

O meu grande e caloroso abraço na alma de todos aqueles que não temem ser feliz. E a minha torcida cheia de energia positiva para todos aqueles que ainda estão presos nas amarras falidas de uma sociedade tão hipócrita, onde parecer é mais importante que ser.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Overjoyed


Overjoyed, em inglês, significa: cheia de alegria! E é assim que me sinto no auge de meus 33 anos! Sim...How old are you? I'm 33 years old! Poizé. Passou rápido. Um dia desses era uma menina tímida, que na hora do recreio não brincava com os amiguinhos, e sim ficava na barra da saia da mãe, que era secretária da escola. Um dia desses era uma adolescente feia, desengonçada, sempre apaixonada e nunca correspondida, mas que sempre foi overjoyed, apesar dos entraves de cada idade, dos entraves de sua própria cabeça meio louquinha. E hoje? Aos 33? Confesso, meus queridos amigos, que próximo aos 30 fiquei em pânico. E já se passaram 3 anos. E tô aqui, me sentindo simplesmente na melhor fase da minha vida. Mais madura, mais bonita, mais segura (bem, nem tanto), mais independente, mais alegre, mais inteligente (apesar de algumas cabeçadas). Mas enfim, o pânico que me atacou ao completar 30 foi somente um mito que plantaram na minha cabeçinha oca, assim como na de muitas outras mulheres. Cheguei a ouvir de um namorado no dia do meu aniversário: "Se preocupa não amor, vou me casar com você.", quando ele percebeu o meu olhar de "E agora José?". Lógico que fiquei indignada com essa frase dele, mas isso é assunto para uma outra postagem. Bem, hoje, aqui ouvindo a música que me inspirou esse post, de Steve Wonder, escrevo essas palavras que vêm do fundo do coração, expressando o que sinto neste momento overjoyed. Enjoy you too.
Balzaquiana

Vontade do NOVO


Sabe aquele dia em que você acorda e espera que algo de diferente entre na sua rotina e quebre toda monotonia. Pronto, é assim que me sinto hoje. Essa sensação de que algo novo vai acontecer persegue meus dias desde o início do ano. Estamos chegando no final de agosto e as coisas novas estão começando a surgir. Primeiro duas possibilidades: a de trabalhar somente 6horas diárias e não mais 9 ou 10 horas ( as guerreiras queimadas no dia 08 de março lá naquela fábrica de Nova Yorque devem estar orgulhosas da conquista da categoria) e a de promoção salarial.

Essa sensação de vontade do NOVO vem acompanhada pelo desejo de aproveitar mais o tempo dessa vida. Aproveitar as brincadeiras com o pequeno, fazer curso de inglês, ginástica, viajar...enfim, coisas tão essenciais para a saúde física e mental.
A tripla jornada de trabalho, a maternidade, a necessidade de estudo para especialização, a casa e suas tarefas domésticas, o necessário investimento na relação amorosa, tudo isso precisa do NOVO.

E eu quero que esse algo novo venha logo, correndo, sem medo e com pressa, e torne colorido tudo aquilo que me cerca.

Balzaca :)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PÉROLA

Ela é uma Pérola, e seu pseudônimo também é PÉROLA. Ela tem 30 anos, linda, inteligente, concursada, adora chocolate, ama o universo do seu quarto, é caseira, boa moça, sexi, cheirosa, encanta os homens...mas....eles têm medo de assumir algo com alguém emancipada, decidida e moderna. Uma falta de ação que broxa qualquer mulher, sim, porque mulher broxa mesmo, diante de tanta indecisão, medo e falta de atitute. Quantas mulheres de 30 estão aí esperando quem a queira de verdade, não somente de segunda à quinta e no período da tarde, mas todas as noites, no sábado e no feriado? Claro que há homens decididos, modernos (onde estão?), que sabe o que quer, mas alguns nunca souberam o significado disso, nem de longe e nem nos livros.

O bom negócio é viver e ser feliz, com quem estar perto de nós e com o que nos faz rir e nos deixa na paz.
Enquanto isso, vamos rir desses pobres moles, indecisos rapazes...

Balzaca

Balzacas

Balzaquiana ou mulher balzaquiana é uma expressão que surgiu após a publicação do livro "A mulher de 30 anos" do francês Honoré de Balzac e que se refere as mulheres na casa dos 30 e — atualmente — também as mulheres de 40 anos.

O blog será um espaço para descortinar histórias reais de mulheres balzacas que querem apenas ser muito felizes, rir das aventuras do universo feminino, trocar idéias e experiências.